O duque e eu- Julia Quinn
Ahhh
pessoal o que dizer dessa série? Sou suspeita para falar, pois tenho um carinho
enorme por ela, foi meu primeiro encontro com a escrita de Julia Quinn, que
depois disso passou a ser uma das minhas autoras prediletas.
A
série os Bridgertons contém 8 livros, onde cada um irá contar a história de um irmão Bridgerton. É retratada no reinado do Rei Jorge III, com a bailes, vestidos
deslumbrantes, cartões de danças (pois é eu nem sabia que isso exista, mas...)
onde casamentos são de extrema importância. A família Bridgerton é a exceção a
regra vigente, são extremamente barulhentos (com direito a ervilhas voadoras no
jantar rsrs) e unidos. A matriarca da família, a viscondessa Bridgerton
(Violet), possui um instinto materno muito forte e mesmo viúva permanece uma
mãe presente (para quem já assistiu o orgulho e o preconceito ela me lembra em
alguns momentos a mãe da Lizzie). Mas vamos lá contar a história de Daphne a
quarta dos oito filhos de Violet.
Em o duque e eu, nossa protagonista é uma
garota espirituosa, bonita e inteligente, mas que mesmo possuindo todas as
características procuradas em uma dama, os homens por algum motivo a veem
apenas como uma amiga (para o desespero de Violet). Daphne sonha em ter uma
família como a sua, ter filhos e a sua própria casa, porém as atuais circunstâncias parecem tornar esse
desejo difícil de ser alcançado.
Em
um baile aparentemente corriqueiro, Daphne conhece o libertino duque de
Hastings, que acaba a salvando de uma “situação inconveniente” (não vou contar
por que perde a graça). Neste encontro ambos são pegos de surpresa pela mútua
atração. Intrigado por Daphne ainda não ter
recebido propostas consideráveis de casamento, ele resolve fazer um
acordo: para ajudá-la a encontrar um casamento satisfatório, ele irá fingir
cortejá-la para atrair pretendentes.
Mas
você deve estar se perguntando, por que ele mesmo não a pediu em casamento?
Pois é, a história é complicada. Logo no início do livro somos levados a triste
infância de Simon, onde seu pai (o falecido duque de Hastings), tornou sua vida
um verdadeiro inferno em decorrência de sua gagueira, sendo considerado
“defeituoso” pelo pai.
O
pai o rejeitava, e chegou a dizer a muitas pessoas que Simon estava morto (
pois é, bem triste). A partir disso, ele coloca como missão de vida provar que
seu pai estava errado. Em seu empenho louvável ele não só consegue falar
extremante bem, mas também ser consideravelmente bem sucedido nos negócios e
relações pessoais, adquirindo grande respeito na sociedade. Como vingança ao pai, ele decide jamais se casar e por
consequência não extender a linhagem Basset e mesmo com o falecimento do pai
esse ódio não diminui.
Me
comovi muito com a obstinação de Simon para provar ao pai que ele conseguiria
falar, mesmo cercado de uma sociedade preconceituosa, e apenas com o apoio de
sua babá, ele alcança seus objetivos.
Mas
voltando aos nosso romance.... A partir desse acordo e convivendo com maior
frequência a atração entre os personagens torna-se inegável, e a expectativa do
leitor ainda maior para ver o desfecho da trama.
Daphne
que tenta a todo custo guardar seu coração, e finalmente Simon negando até a
morte seus sentimentos para preservar sua vingança.
Eu
já li toda a coleção dos Bridgertons e também outros livros da Julia Quinn, e
posso dizer que ela é com certeza uma das minha autoras prediletas. A escrita é
fluída e a identificação com as personagens femininas é quase certa, inseridas
em um contexto extremamente retrógrado e machista, temos personagens
obstinadas, indo contra as regras da época.
Este não é o meu livro predileto da série, mas O duque e eu é
simplesmente uma leitura bastante prazerosa.
Emily Felix


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