Título: Boneco de Pano
Autor: Daniel Cole
Editora: Arqueiro
Número de Páginas: 336
Ano de Publicação: 2017

Sinopse 
O polêmico detetive William Fawkes, conhecido como Wolf, acaba de voltar à ativa depois de meses em tratamento psicológico por conta de uma tentativa de agressão. Ansioso por um caso importante, ele acredita que está diante da grande chance de sua carreira quando Emily Baxter, sua amiga e ex-parceira de trabalho, pede a sua ajuda na investigação de um assassinato. O cadáver é composto por partes do corpo de seis pessoas, costuradas de forma a imitar um boneco de pano.
Enquanto Wolf tenta identificar as vítimas, sua ex-mulher, a repórter Andrea Hall, recebe de uma fonte anônima fotografias da cena do crime, além de uma lista com o nome de seis pessoas – e as datas em que o assassino pretende matar cada uma delas para montar o próximo boneco. O último nome na lista é o de Wolf.
Agora, para salvar a vida do amigo, Emily precisa lutar contra o tempo para descobrir o que conecta as vítimas antes que o criminoso ataque novamente. Ao mesmo tempo, a sentença de morte com data marcada desperta as memórias mais sombrias de Wolf, e o detetive teme que os assassinatos tenham mais a ver com ele – e com seu passado – do que qualquer um possa imaginar.
Com protagonistas imperfeitos, carismáticos e únicos, aliados a um ritmo veloz e uma deliciosa pitada de humor negro, Boneco de Pano é o que há de mais promissor na literatura policial contemporânea.

Bom, nesse livro: Boneco de pano temos um romance policial que marca a estreia de Daniel Cole como escritor. A trama é ambientada em Londres, onde o crime ocorreu e que o livro nos leva a desvendar juntamente ao detetive Wolf e sua ex- parceira Emily Baxter. Como todo romance policial temos um assassinato para investigar, o início é marcado por mistério e curiosidade ainda mais aguçada por sua narrativa em terceira pessoa (gosto de narrativas assim, pois me dão uma visão do todo). 

Em uma retrospectiva temporal, nas primeiras páginas do livro, somos levados ao motivo do afastamento do detetive Wolf, se recorda que ele havia sido afastado do cargo por um episódio de agressão? Pois é.  Wolf estava investigando um serial killer de 27 vítimas, todas elas prostitutas entre 14 e 16 anos, e 18 dias após um dos últimos assassinatos, ele descobre que Kalid, um taxista era responsável pelos crimes. Porém,durante o julgamento, por influências midiáticas o réu acaba inocentado. Inconformado e transtornado com o veredito, Wolf desfere inúmeros socos e agressões em Kalid o que levou ao seu afastamento do cargo e obrigado a realizar tratamento psicológico. 

Depois de meses afastado Wolf retorna à ativa e recebe um convite de sua ex-parceira, Emily Baxter para trabalhar em um caso extremamente macabro e intrigante, que por conta disso vê como a grande chance de mostrar sua capacidade e retirar a imagem manchada por conta do caso Kalid. O crime é composto por um cadáver feito por partes do corpo de seis pessoas, costuradas de forma a imitar um boneco de pano (só por aí você se empolga rsrs). 

Mas aí você deve estar se perguntando, Emily por que o livro é “mais ou menos”? Porque faltou um desenvolvimento maior da trama, motivos e ideias um pouco mais surpreendentes para justificar os fatos que ali ocorreram.  Confesso, que me empolguei bastante com o início, a história me pareceu bastante interessante, um suspense que parecia valer a pena, mas acabei perdendo o embalo, o final em minha opinião foi um tanto frustrante. Acredito que faltou uma “chave” mais significativa para todos os acontecimentos, com o perdão da palavra parece que a criatividade do autor morreu do meio para o fim. Achei os fatos um tato simplórios demais, faltou uma pegada estilo Agatha Cristie (quem já leu algum livro da autora sabe o que estou falando).


Emily Felix 
                       

E aí o que vocês acharam do livro? Comenta aqui sua opinião. 

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