
Editorial: Planeta
Autora: Dot Hutchison
Perto de uma mansão isolada, existia um maravilhoso jardim. Nele, cresciam flores exuberantes, árvores frondosas... e uma coleção de preciosas “borboletas”: jovens mulheres, sequestradas e mantidas em cativeiro por um homem brutal e obsessivo, conhecido apenas como Jardineiro. Cada uma delas passa a ser identificada pelo nome de uma espécie de borboleta, tendo, então, a pele marcada com um complexo desenho correspondente. Quando o jardim é finalmente descoberto, uma das sobreviventes é levada às autoridades, a fim de prestar seu depoimento. A tarefa de juntar as peças desse complexo quebra-cabeça cabe aos agentes do fbi Victor Hanoverian e Brandon Eddinson, nesse que se tornará o mais chocante e perturbador caso de suas vidas. Mas Maya, a enigmática garota responsável por contar essa história, não parece disposta a esclarecer todos os sórdidos detalhes de sua experiência. Em meio a velhos ressentimentos, novos traumas e o terrível relato sobre um homem obcecado pela beleza, os agentes ficam com a sensação de que ela esconde algum grande segredo.
Bom galera hoje eu trouxe uma leitura um pouco pesada, então vou avisar aqui, o livro trata de estupro e abuso sexual! Se você tem algum problema com a temática, não recomendo.
De antemão quero dizer que esse livro é muito bom, está na lista dos melhores livros que eu já li na vida. A narrativa e a construção dos personagens sem sombra de dúvidas é MUITO bem feita.
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Bom, a trama começa com a nossa protagonista, Maya, dando o seu relato a polícia de como fora o cativeiro. A narrativa volta ao passado e temos a visão da personagem sobre como tudo aconteceu.
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O jardineiro é um homem doentio, ele sequestrava garotas entre 14-20 anos e as aprisionava em um cativeiro que mais parecia uma “exposição”. Primeiramente ele tatuava em cada uma das meninas uma espécie de borboleta (por isso o livro possui esse nome), dopadas, elas demoravam a perceber (após terminar a tatuagem) o que viria a seguir, no caso, uma constante sequência de estupros.
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Como se tudo não fosse pior, o jardineiro possui dois filhos. Um é psicopata assim como o pai e realizava coisas ainda mais horrendas com as mulheres e o outro um cara normal (porque até metade do livro ele não faz ideia do que o pai fazia)
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Desmond, o filho doentio, me gerou nojo, asco, não sei quem era mais perturbado ele ou o jardineiro. Pelo menos o pai era menos agressivo (como se estupro fosse menos agressivo), enquanto que Desmond prefiro nem comentar.
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Cada uma das garotas possui sua personalidade, o que casou muito com a ideia de cada uma ter uma espécie de borboleta diferente da outra nas costas. É uma leitura difícil, não vou negar! Ainda mais para quem é mulher. Mesmo assim, recomendo o livro, é um thriller que vale a pena com certeza.
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